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IX - Projeto Leitura de Mundo. "Os verdadeiros donos desta terra. - Terra a avista!!! Nem à vista Nem a aprazo!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Proposta Curricular - 6º ao 9º ano Linguagens





6.1  ÁREA: LINGUAGENS


Dentro da proposta para os anos finais do ensino fundamental, apresentamos, aqui, uma visão da área de linguagens e de seus componentes curriculares. No campo das linguagens, podemos delimitar a linguagem verbal e a não verbal, sem esquecermos, é claro, de seus cruzamentos: verbo-visuais, audiovisuais, entre tantos outros – todas elas constituintes de sistemas arbitrários de sentido e comunicação.
Sabemos que a principal razão de qualquer ato de linguagem é a produção de sentidos. Assim, mais do que nunca, no mundo contemporâneo, a reflexão sobre as linguagens (seus sistemas, processos e procedimentos comunicativos) é garantia de participação ativa na vida social, ou seja, da cidadania desejada; mesmo porque tais linguagens interagem e estão presentes em todos os outros conhecimentos trabalhados pela  escola.
Conforme a Resolução CNE/CEB/MEC nº 7, de 2010, os componentes curriculares que integram a área de linguagens dos anos finais do ensino fundamental são: Língua Portuguesa, Educação Física, Arte e Língua Estrangeira Moderna (que, nesta proposta, é apresentada como componente curricular da parte diversificada).
A linguagem verbal, representada pela língua materna, por exemplo, desempenha o papel de viabilizar a compreensão e a participação autônoma do jovem em incontáveis discursos utilizados nas mais diversificadas esferas da vida social. No que tange à Língua Estrangeira, qualifica a ampliação das possibilidades de visão de mundo e de diferentes culturas, permitindo o acesso a aspectos globalizantes das relações  humanas.
A linguagem não verbal em seu componente curricular Arte compreende: as artes  visuais, o teatro, a dança e a música. O componente curricular Educação Física organizará sistematicamente os conteúdos estruturantes da cultura corporal (os jogos, os esportes, as danças, as lutas, a ginástica, a capoeira entre outros) conhecidos e reconhecidos socialmente de forma a elevar o padrão cultural dos estudantes no que diz respeito a sua práxis em diferentes âmbitos da vida escolar e extraescolar.
Logo, todos os componentes curriculares desta área de conhecimento possibilitam a articulação interdisciplinar de seus conteúdos, partindo de temas geradores abrangentes e contemporâneos que afetam a vida humana em escala global, regional e local, bem como  na esfera individual. Aqui, a transversalidade constitui uma das maneiras de trabalhar os grandes temas desta área em uma perspectiva integrada e integrante, favorecendo sua contextualização e aproximando o processo educativo das experiências dos  estudantes.
Para finalizar, acreditamos que, na Área de Linguagens, fica fortalecida a importância    do trabalho empenhado coletivamente na promoção de uma cultura escolar acolhedora       e respeitosa, que reconheça e valorize as experiências dos estudantes, atendendo às suas diferenças e necessidades específicas, de modo a contribuir para efetivar a inclusão escolar e o direito de todos à educação.




6.1.1  Língua Portuguesa



“A palavra é o meu domínio sobre o mundo.”
Clarice Lispector

Apresenta-se uma proposta curricular para o ensino de língua materna, baseada nos seguintes documentos: os PCN de Língua Portuguesa terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental; as Orientações para o Planejamento Pedagógico, elaborado pela Secretaria de Educação da Bahia; e os documentos norteadores para o desenvolvimento do Pacto pela Educação. Partindo desses documentos, traçaram-se competências e habilidades que possibilitarão ao aprendiz ter contato com os aspectos textuais e linguísticos, por meio da leitura, escuta e produção textual, tanto na modalidade oral quanto na modalidade escrita da língua portuguesa. Pensa-se que é favorecendo o contato com os gêneros textuais, em diferentes situações de comunicação, que será construída a sua apropriação, a partir dos quais, consequentemente, será aberto o diálogo interdisciplinar entre alguns gêneros, bem como entre aspectos linguísticos da língua portuguesa.
Como se sabe, tais aspectos devem ocorrer associados à condição do sujeito aprendente, usuário de sua língua materna como falante/ouvinte/leitor/escritor, proporcionando-lhe uma reflexão sobre a real utilização da língua, seja nos textos escritos ou orais, em quaisquer situações sociointerativas. Desta forma, intenta-se favorecer uma crescente abordagem de tratamento dos gêneros, oportunizando ao aprendente perceber que o texto é uma necessidade social e que os seus saberes linguísticos, textuais e extralinguísticos têm  o objetivo de ampliar o seu letramento, potencializando a sua efetiva participação na sociedade em que vive.
Esta proposta está dividida em dois eixos: Eixo 1 – Uso da Língua Oral e Escrita; e Eixo    2 – Reflexão sobre Língua e Linguagem – os quais devem sempre ser vistos/percebidos/ trabalhados de forma relacional, levando-se em  consideração  que  estudo  do  texto oral e escrito, na escuta, leitura e respectivas produções, estará sempre condicionado à sua prática como texto e às práticas linguísticas, as quais existem se realizadas pelos falantes, em situações reais de comunicação e por meio de textos. Neste sentido, devem-se considerar, como informações importantes, os elementos linguísticos e textuais presentes nas manifestações comunicativas do estudante, partindo delas em direção à ampliação do letramento e articulando as possibilidades de aprendizagem em cada  ano.
Assim, professor(a), convidamos você a ler este material, pensando em uma melhor forma de favorecer ao discente um efetivo aprendizado de qualidade, não perdendo de vista que esse aprendizado lhe é um direito, e que lhe permitirá obter uma vivência digna na sociedade da qual faz parte.
Portanto, contando com a sua compreensão da necessidade de se fazer um ensino de melhor qualidade, vamos investir na leitura e aplicação deste material, que busca lhe oferecer uma visão das habilidades e competências a serem trabalhadas, paulatinamente, nos anos finais do ensino fundamental. Pode entrar! Fique à vontade para criar, a partir das orientações a seguir.




Eixo 1 - Conhecimento Linguístico: Uso da Língua Oral e Escrita



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Apropriar-se de gêneros textuais diversificados
TS
TS
TS
C
        Perceber os diferentes suportes como possibilidade de interferência na circulação e na produção de textos
        Levantar características próprias de cada gênero textual
        Distinguir um gênero textual do outro
        Interpretar textos de gêneros variados
        Articular, de maneira autônoma, os gêneros textuais em situações reais de comunicação
Dominar os tipos textuais
TS
TS
TS
C
        Reconhecer os tipos textuais
        Identificar os elementos inerentes a cada tipo de texto
        Adequar os tipos textuais ao planejamento do gênero de fala e de escrita
        Utilizar o(s) tipo(s) textual(is) como ferramenta de elaboração do gênero em situações reais de uso da língua
        Utilizar os aspectos lingüísticos dos textos argumentativos e dissertativos
Ampliar a competência leitora
TS
TS
TS
C
        Utilizar estratégias de natureza linguística e extralinguística na leitura
        Levantar hipóteses, conforme as possibilidades de interpretação
        Acompanhar a sequência lógica do texto na análise das hipóteses
        Realizar inferências a partir de aspectos sociointeracionais envolvidos na leitura
        Perceber, com autonomia, a função social do texto
        Identificar os interlocutores do verbo
Expandir a produção oral
TS
TS
TS
C
        Adequar-se às mais variadas situações reais de fala: formais e informais
        Respeitar as diferentes opiniões presentes na fala do outro
        Planejar, previamente, a fala, em função da intencionalidade do locutor, das características do interlocutor, das exigências da situação e dos objetivos estabelecidos
        Refletir sobre as marcas linguísticas da fala na produção de seu texto
        Praticar a retextualização da modalidade oral para a escrita e da escrita para a oral
Aperfeiçoar a escuta de textos orais
TS
TS
TS
C
        Reconhecer as características dos textos orais
        Articular elementos linguísticos e extralinguísticos inerentes à oralidade, com coesão e coerência
        Recorrer a estratégias de registro escrito, quando necessário
Apropriar-se da expressão escrita
TS
TS
TS
C
        Planejar o texto considerando os recursos linguísticos, extralinguísticos, textuais e intertextuais
                Elaborar textos individuais e em grupo com continuidade temática, ordenação das partes, informações contextuais
        Utilizar, adequadamente, as marcas do gênero e do tipo textuais, considerando a situação de produção escrita, o suporte, os interlocutores e os objetivos do texto
        Expressar-se de forma autônoma, autoral
        Praticar a retextualização
        Dominar  as convenções da escrita
Apropriar-se da reescrita de textos
TS
TS
TS
C
        Analisar, com criticidade, a produção textual
        Exercitar a autoavaliação
        Selecionar ideias, visando à reelaboração de textos
        Praticar a reescrita textual como atividade rotineira inerente à escrita
        Identificar as vozes que aparecem no texto




Aprimorar a relação entre conhecimentos linguísticos e conhecimentos textuais

TS

TS

TS

C
        Utilizar elementos linguísticos próprios da oralidade e da escrita, conforme o contexto de produção, os gêneros e os tipos textuais
        Adequar os usos linguísticos aos aspectos extralinguísticos
        Conciliar recursos discursivo-textuais aos elementos linguísticos e extralinguísticos, na construção dos sentidos


Possibilidades Metodológicas do Eixo 1 Conhecimento Linguístico: Uso da Língua Oral e Escrita

A condução das aulas de leitura/escuta/produção textual deve levar em consideração que
o aprendente necessita desenvolver uma autonomia comunicativa. Para isso, é imprescindível que as práticas textuais sejam planejadas no sentido de dar ao estudante a palavra, da mesma forma que o escritor a possui, fazendo com que esse estudante se sinta incentivado a apresentar suas ideias, “(...) como um autônomo cidadão que vive em coletividade, cuja expressão individual é esperada, por isso deve ser valorizada. (...)” (PRUDENCIO, 2009, p. 332). Na seleção de gêneros a serem trabalhados, o(a) professor(a) deve considerar os seguintes fatores: as possibilidades de aprendizagem, as necessidades dos estudantes, o grau de complexidade do objeto e o grau de exigência das tarefas; priorizando aqueles cujo domínio é fundamental à efetiva participação social e transitando entre os classificados como literários, científicos, imagéticos, jornalísticos, entre outros, inclusive os de caráter tecnológico, a diversidade de gêneros que circulam na sociedade. Durante tal seleção, a quantidade não deve sobrepujar a qualidade dos textos, para que funcionem, de fato, como modelos para os aprendentes, que deverão, a partir deles e com orientação do(a) professor(a), articular  a
prática linguística às práticas textuais e vice-versa.
Algumas práticas devem ser realizadas como a retextualização e a reescrita de textos. Na primeira, deve-se desenvolver a elaboração de um texto de um gênero, partindo de outro texto de gênero e modalidade diferentes. Por exemplo, elaborar um apontamento, a partir de uma aula ou de uma palestra, elaborar um júri simulado a partir de um romance. Para a segunda, deve-se ter a consciência de que o texto é construído em etapas e que a sua reescrita ou refacção é inerente à elaboração. Para isso, deve ser desenvolvida a autocrítica no discente, por meio de exercícios de autoavaliação, entendendo que o fazer e o refazer do texto são etapas rotineiras do processo de elaboração. Afinal, ler, escutar, escrever e falar são as formas reais que o indivíduo possui para apresentar, em o seu discurso, a sua história, a qual o individualiza neste mundo de diversidade.




Eixo 2 - Conhecimento Linguístico: Reflexão sobre Língua e Linguagem


COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Apropriar-se de diferentes modalidades da língua
I
TS
TS
C
        Compreender o multilinguismo e o multiculturalismo, respeitando-os
        Escolher os instrumentos intralinguísticos e extralinguísticos, considerando sua prática comunicativa na fala e na escrita
        Utilizar, adequadamente, estruturas discursivas, na fala e na escrita, que identificam as mais diversas realidades linguísticas e culturais
        Produzir textos estruturalmente contextualizados
Ampliar capacidades linguísticas e intelectuais
TS
TS
TS
C
        Selecionar recursos expressivos, semânticos, sintáticos, fonéticos, morfológicos e lexicais de acordo com diferentes gêneros discursivos ou situações de fala e escrita
        Operar com estruturas características de fala e de escrita, considerando o continuo da fala para a escrita e as variantes lingüísticas
        Utilizar recursos figurativos da linguagem
        Posicionar-se critica e ideologicamente, com coerência e coesão
        Discutir questões próprias da história e cultura afro-brasileira e indígenas
Desenvolver uma postura reflexiva diante da língua
I
TS
TS
C
        Contextualizar-se linguisticamente em novas práticas sociointerativas
        Promover práticas discursivas relacionadas aos níveis da língua: semântico, lexical, morfológico, sintático e fonológico
        Inferir, autonomamente, sobre as necessidades de adaptação discursiva
        Decidir as estratégias linguísticas remodeladoras necessárias numa dada situação comunicativa
        Operar, autonomamente, os novos elementos discursivos
Ampliar o acervo lexical
TS
TS
TS
C
        Relacionar o léxico à pluralidade de contextos culturais de produção discursiva
        Descobrir a necessidade de ampliação do acervo lexical
        Assimilar novos vocabulários a partir de vivências e práticas comunicativas
Conhecer os mecanismos de estruturação da língua
TS
TS
TS
C
        Identificar as representações possíveis para os fonemas e as suas possibilidades de organização em estruturas silábicas
        Distinguir os componentes morfológicos do vocábulo
        Relacionar os morfemas dos vocábulos aos significados neles presentes
        Constatar as características que reúnem as palavras da língua portuguesa em grupos ou classes
        Operar, adequadamente, as possibilidades de combinações das classes gramaticais em estruturas sintáticas simples e complexas
Implementar uma autonomia discursiva
TS
TS
TS
C
        Identificar as estruturas gramaticais caracterizadoras do discurso em construção
        Diferenciar estruturas simples de estruturas complexas
                Selecionar as estruturas gramaticais conforme os contextos e as ferramentas utilizadas na elaboração do discurso
        Planejar previamente o discurso, em função da intencionalidade do locutor, das características do interlocutor, das exigências da situação e dos objetivos estabelecidos
Elaborar pensamento argumentativo e contra-argumentativo
TS
TS
TS
C
        Situar a tese do interlocutor
        Questionar as possibilidades de interpretação para o assunto
        Construir estruturas linguísticas argumentativas
        Fundamentar a argumentação




Vivenciar novas e diversificadas formas de interação
TS
TS
TS
C
        Praticar situações comunicativas permitidas pelas tecnologias
        Atuar linguisticamente de acordo com o suporte e com os aspectos contextuais
        Operar com as ferramentas tecnológicas contemporâneas
        Refletir sobre o uso dos instrumentos tecnológicos e comunicacionais contemporâneos

Possibilidades Metodológicas do Eixo 2 Conhecimento Linguístico: Reflexão sobre Língua e Linguagem

Em suas práticas cotidianas, dentro da sala de aula e fora dela, as relações que o(a) professor(a) estabelece com a linguagem contribuem para a formatação da relação de seu estudante com a linguagem. Então, a proposta de reflexão sobre língua e linguagem deve partir dos próprios contextos sociointeracionais e discursivos do(a) professor(a) e do estudante em direção a uma autonomia crítica em suas novas e diversificadas experiências de letramento diárias.

Com esta perspectiva, sugerimos: a elaboração de atividades sobre aspectos discursivos e linguísticos do gênero selecionado; a programação dos conteúdos, partindo  das  possibilidades  de  aprendizagem  presentes  no  gênero  escolhido;    o planejamento de atividades que  despertem  para  o  autoexercício  da  revisão  das estruturas linguísticas inadequadas; a prática de construção de situações sociointerativas nos mais diversificados meios culturais e linguísticos, considerando, inclusive, as novas tecnologias; a necessidade de estabelecer relações entre os conteúdos, vivenciando uma postura reflexiva e dinâmica sobre a língua.
Por fim, ressaltamos que o trabalho com a gramática deve realizar-se, tal como esta proposta anuncia: de forma reflexiva e contextualizada, portanto relacionado   a um “saber fazer”, concretizado nas diversas possibilidades de produções textuais orais ou escritas.




6.1.2  Língua Estrangeira Moderna: Inglês/Espanhol

Esta proposta curricular de ensino de Línguas Estrangeiras Modernas (Inglês e Espanhol) para turmas de a ano foi elaborada de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). Nessaperspectiva, buscam-seexperiênciaspedagógicasfundamentadasnaconstrução de conhecimentos por meio do diálogo  entre  conteúdos  relativos  ao  desenvolvimento das habilidades linguísticas e saberes de outras áreas. Para tornar a aprendizagem mais significativa, esta proposta educativa pauta-se em gêneros textuais, aqui identificados como o espelho das práticas sociais.
Com o objetivo de enfocar as quatro habilidades da competência comunicativa – falar, ouvir, ler e escrever – as competências e habilidades em destaque neste documento objetivam a aquisição da língua estrangeira através de conteúdos que possam ser mobilizados em situações que exijam os conhecimentos sistêmicos, de mundo e  de  organização  textual, demonstrando a sua construção nas dimensões social, política e cultural. Assim, estabelecem-se dois eixos temáticos, que apresentam as competências e as habilidades a serem desenvolvidas, além das possibilidades metodológicas de trabalho em sala de  aula.
O primeiro eixo, Dimensões do Conhecimento Linguístico: a oralidade e a escrita, apresenta competências que envolvem os vários níveis de organização linguística relacionados ao conhecimento sistêmico: conhecimentos léxico-semânticos, morfológicos, sintáticos e fonético-fonológicos, priorizando os pontos de convergência entre a língua materna e a língua estrangeira estudada. Considerando a natureza sociointeracional da linguagem, pretende-se facilitar ao aprendiz situar-se no mundo em que vive e desenvolver a consciência linguística e cultural no contato com a  língua-alvo.
No segundo eixo, Dimensão Social e Interativa do Conhecimento: a leitura e a inclusão digital, destaca-se a organização textual e a construção do significado, valorizando o conhecimento de mundo do aprendiz e o papel interdisciplinar que a aprendizagem de língua estrangeira pode desempenhar no currículo. A aplicação de estratégias de leitura, através de diversos gêneros textuais escritos, e o uso de tecnologias aplicadas ao ensino de língua estrangeira ressalta as dimensões do conhecimento intertextual e a diversificação de leituras que essas ferramentas podem proporcionar.
Nessa proposta, denomina-se como componente curricular a Língua Estrangeira Moderna, pois, no ensino fundamental do 6º ao 9º ano, qualquer que seja a língua estrangeira selecionada, esta deverá ser utilizada como um recurso para o desenvolvimento integral do indivíduo, devendo proporcionar ao estudante a compreensão da natureza da linguagem,    a apreciação de costumes e valores de outras culturas e favorecer o respeito e a aceitação das diferenças. Assim, conforme evidenciado nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998, p.38), “a aprendizagem de Língua Estrangeira no ensino fundamental não é só um exercício intelectual em aprendizagem de formas e estruturas linguísticas em um código diferente; é, sim, uma experiência de vida, pois amplia as possibilidades de se agir discursivamente no mundo”. Entende-se, então, que tais aspectos devem ser enfatizados, independentemente da língua-alvo.
Espera-se que essa proposta curricular venha integrar os saberes propostos para este milênio– aprenderaser, afazer, aconhecereaconviver– apartirdeprojetosmultidisciplinares que possibilitem ao(à) estudante desenvolver-se em suas múltiplas inteligências. Dessa forma, a educação cumpre o seu papel proporcionando o ambiente favorável para o desenvolvimento do conhecimento do aprendiz no meio em que vive, construindo estratégias para transformá-lo por meio do aprendizado das línguas estrangeiras.




Inglês


Eixo 1 - Dimensões do Conhecimento Linguístico: a Oralidade e a Escrita



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Perceber a pluralidade linguística e cultural da língua-alvo em gêneros textuais diversos

I

TS

C

C
        Conhecer os países e nacionalidades onde o inglês é a língua oficial
        Localizar os continentes e as regiões onde se situam os países da língua alvo
        Identificar a influência e o grau de relevância da língua alvo e cultura inglesa na sociedade atual
        Reconhecer diferentes aspectos da cultura dos povos que falam a língua inglesa, identificando os aspectos da importação cultural e suas transformações
        Comparar aspectos referentes à pluralidade cultural e linguística da língua alvo com a língua materna
Mobilizar recursos linguísticos na recepção e produção de textos que revelem a função sociocomunicativa da língua-alvo em situações cotidianas

I

TS

TS

C
        Conhecer os aspectos formais e informais da língua
        Interagir em situações cotidianas que demonstrem civilidade e respeito ao próximo
        Utilizar a língua inglesa para expressar atividades desenvolvidas no dia-a-dia, gostos e preferências em relação ao vestuário e alimentação, música e esporte
        Selecionar recursos que favoreçam à descrição de características físicas, personalidade, hábitos e valores dos membros de sua família e da do outro
        Utilizar o conhecimento dos números em operações matemáticas simples, envolvendo horas, moedas, percentagens, datas e idade
Transmitir informações a partir dos aspectos sintáticos, morfológicos e léxico- semânticos da língua-alvo

I

TS

TS

C
        Conhecer a função e uso das classes gramaticais (artigos, substantivos, numerais, pronomes, advérbios) e marcadores do discurso (conjunções e preposições) como palavras de ligação
        Reconhecer as palavras como unidades das sentenças
        Empregar os verbos no presente, passado e futuro, nos tempos simples e compostos, nas formas afirmativa, negativa e interrogativa
        Aplicar a forma imperativa, reconhecendo a diferença entre as possíveis manifestações
        Conhecer os estrangeirismos como forma de enriquecimento das línguas
        Compreender o uso dos modais em diferentes contextos
Comunicar-se na língua-alvo, aplicando os aspectos fonéticos e fonológicos dos sons, palavras e sentenças na produção oral e escrita

I

TS

TS

TS/C
        Conhecer as produções de sons com -s, -es, -ed, -th e diferenciá-las em contextos variados
        Identificar as características dos sons vocálicos e consonantais, nas palavras e sentenças
        Reconhecer as diferentes entonações de acordo com o tipo de frase
Produzir textos na língua-alvo
I
TS
TS/C
TS/C
        Conhecer as palavras-chave referentes ao assunto que se quer produzir
        Conhecer elementos intrínsecos à estruturação textual: conectivos, ordenação frasal, coesão, coerência e vocabulário adequado ao contexto comunicativo
        Usar os elementos não verbais como recurso para compreensão do texto oral
        Utilizar as palavras pertencentes aos campos semânticos trabalhados sobre o tema principal
        Utilizar as estruturas verbais adequadas na produção do texto
        Utilizar o texto escrito como recurso para compreensão prévia da enunciação
        Identificar informações específicas e importantes no momento da interação




Possibilidades Metodológicas do Eixo 1

Dimensões do Conhecimento Linguístico: a Oralidade e a Escrita

Ao trabalhar com uma língua estrangeira, é inevitável a abordagem da cultura e das representações da língua-alvo. Assim sendo, no eixo Dimensões do conhecimento linguístico: a oralidade e a escrita, o professor poderá promover, de modo coletivo e partilhado, valorizando o conhecimento trazido pelo estudante, a reflexão sobre questões relativas à diversidade linguística e manifestações culturais das línguas estrangeiras. Em grupos, os estudantes podem ser orientados a identificar ilustrações de trajes, danças e pratos tipicos, relacionando-os aos países que utilizam a língua-alvo. Também podem ser apresentados pequenos vídeos sobre datas comemorativas importantes em cada país (Halloween, nos Estados Unidos; Dia da Vitória, na Inglaterra, por exemplo), sempre comparando com as demonstrações culturais em nossa região, como o Carnaval.
Os estudantes podem ser estimulados a fazerem uma pequena apresentação dos aspectos culturais mais significativos de cada país ou ilustrarem os empréstimos linguísticos  da  língua alvo. Ademais, esse trabalho poderá ter como base, variados gêneros textuais, como mapas, jornais, revistas, receitas culinárias, guias e roteiros turísticos, anúncios de shows, programações de televisão, propagandas, cartoons, entrevistas, músicas, a fim de trabalhar vocabulário, identificação das variações linguísticas e estruturas sintáticas, além de filmes, como por exemplo, Dirty Dancing 2, os quais possibilitam trabalhar as questões culturais, políticas, geográficas e históricas ao longo do filme. Tais ações permitem a construção de conhecimentos na língua estrangeira e o desenvolvimento de habilidades que despertem     a consciência crítica e reflexiva sobre a sua visão de mundo e a do outro. Os aspectos morfológicos, sintáticos, léxicos e semânticos da língua podem ser utilizados como subsídios para uma maior compreensão e produção de textos orais e escritos, a partir de diálogos simples relacionados com a vida do dia a  dia.



Eixo 2 - Dimensão Social e Interativa do Conhecimento: a Leitura e a Inclusão Digital



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Colocar-se como protagonista na recepção de textos no uso da leitura como fonte de informação e prazer

I

TS

TS

C
        Perceber a importância da leitura de textos de gêneros variados
        Perceber a leitura como um meio de acesso a bens culturais da humanidade construídos em países da língua alvo
        Utilizar a leitura na língua alvo para conexão com a comunidade global
Estabelecer a compreensão geral de diferentes gêneros textuais
I
TS
TS
C
        Reconhecer as características dos gêneros textuais
        Distinguir as funções sociais dos gêneros textuais
        Acionar o conhecimento prévio, as informações verbais e não verbais para dar sentido ao texto
        Explorar de forma eficiente os recursos textuais (gráficos, tabelas, diagramas, datas, números, itemização, titulos, subtitulos, ilustrações)
        Reconhecer as palavras-chave e as palavras cognatas como facilitadores do processo de compreensão do texto




Estabelecer a compreensão de pontos principais de gêneros textuais diferentes

I
TS
C
        Reconhecer a estruturação de textos em parágrafos
        Identificar os tópicos frasais dos parágrafos
        Reconhecer dicas contextuais que permitam a dedução de sentidos
        Identificar informações essenciais a partir da estruturação do texto
        Selecionar informações importantes e específicas com base em recursos tipográficos (sinais, símbolos, negrito, itálico)
Pesquisar em fontes diversas e ser capaz de selecionar a informação desejada na língua alvo

I

TS

TS

C
        Usar o dicionário virtual como instrumento para desenvolvimento do repertório vocabular
        Escolher o sentido mais adequado ao contexto entre as diferentes acepções apresentadas no dicionário virtual
        Usar meios eletrônicos disponíveis que possibilitem a aquisição e o uso de novas aprendizagens através da leitura na língua-alvo
        Usar as ferramentas de busca com palavras-chave
        Posicionar-se de maneira crítica e reflexiva na busca do conhecimento
Estabelecer a compreensão detalhada de gêneros textuais diferentes


I/TS
TS/C
        Reconhecer a estruturação dos parágrafos e a relação entre as topic sentences e as sentenças de apoio
        Identificar o significado de palavras desconhecidas no dicionário
        Identificar os pontos principais do texto
        Identificar os detalhes importantes que sustentam os pontos principais
        Reconhecer a função dos parágrafos quanto à introdução, desenvolvimento e conclusão
Contextualizar os conhecimentos em novas situações relacionadas ao processo de leitura



I/TS

TS/C
        Identificar as intenções do autor, os sentidos implícitos no texto
        Relacionar o conteúdo do texto à sua realidade
        Reconhecer a visão de mundo e da cultura do produtor do texto
        Identificar os posicionamentos modificados no leitor a partir da leitura do texto



Possibilidades Metodológicas do Eixo 2

Dimensão Social e Interativa do Conhecimento: a Leitura e a Inclusão Digital

No eixo Dimensão Social e Interativa do Conhecimento: a leitura e a inclusão digital objetiva- se o desenvolvimento de estratégias que permitam a compreensão da informação contida nos diversos gêneros que sejam trabalhados em sala de aula. Sugere-se como estratégia metodológica utilizar atividades de análise e (re)construção dos sentidos de diferentes gêneros textuais. A primeira requer que o leitor analise as possibilidades que o texto oferece para sua compreensão; a segunda que o leitor (re)construa e transforme, de alguma maneira, a informação do texto, podendo até (re)construir um texto de um dos gêneros que o professor achar que o estudante é capaz, com base no que tiver trabalhado na sala de aula. Por exemplo, provocar o estudante, conversando sobre o assunto do texto para que demonstre o seu conhecimento prévio; introduzir o texto a partir dos recursos não lineares para que o mesmo faça predições; sublinhar as palavras-chave e cognatas; confirmar as suas predições ou não; localizar e categorizar a informação do texto; identificar, reconhecer ou sublinhar partes do texto que representam significados ou informações a serem pesquisados no texto; classificar partes do texto que representam determinadas categorias e classificar partes do texto  com




rótulos fornecidos pelo professor; explorar o vocabulário e a estrutura gramatical; refletir e/ ou relacionar o assunto do texto com a sua realidade e a de outros. Importante mencionar que o professor deve selecionar textos que despertem no estudante o interesse pela leitura em variados gêneros textuais (como tirinhas, charges, blogs, anúncios, contos, histórias) adequados a sua faixa etária e ao seu nível de conhecimento.
As possibilidades de aprendizagem permeiam a leitura em bibliotecas virtuais, leitura e escuta de música, acesso a imagens de todos os tipos, linguagens digitais, obtenção de informações em comunidades virtuais, compra, pesquisa, leitura por meio de recursos autênticos sobre a cultura alvo, confrontando-a com a cultura materna. Não deixando de mencionar a possibilidade de interação com falantes nativos a distância, atendendo suas necessidades de aprendizagem no ciberespaço.


Espanhol


Eixo 1 - Dimensões do conhecimento linguístico: a Oralidade e a Escrita



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Perceber a pluralidade linguística e cultural da língua alvo em gêneros diversos
I
TS
TS
C
        Conhecer os países onde a língua é falada
        Identificar as diferenças e semelhanças culturais entre os povos das línguas em interação
        Respeitar a diversidade linguística e cultural
        Identificar a influência e o grau de relevância da língua e cultura espanhola na sociedade atual
        Comparar aspectos referentes à pluralidade cultural e linguística da língua alvo com a língua materna
Mobilizar recursos linguísticos na recepção e produção de textos que revelem a função sociocomunicativa da língua-alvo em situações cotidianas

I

TS

TS

C
        Conhecer os aspectos formais e informais da língua-alvo
        Utilizar as estruturas gramaticais que possibilitem a comunicação quanto à oralidade e a escuta
        Utilizar a língua espanhola para expressar atividades diárias, gostos, preferências em relação ao vestuário e alimentação
        Utilizar o conhecimento relativo à descrição de pessoas, profissões, relações familiares, gostos, e preferências
        Compensar falhas na comunicação utilizando gestos, perífrases, paráfrases, definições
        Perceber as marcas do discurso oral na recepção de textos de gêneros diversos
Transmitir informações considerando os aspectos sintáticos morfológicos e léxico-semânticos da língua-alvo

I

TS

TS

C
        Conhecer a função e uso de artigos, substantivos, adjetivos, numerais, pronomes e advérbios
        Empregar os verbos nos tempos presente, passado e futuro (perífrase verbal ir a + infinitivo) simples e composto nas formas afirmativas, interrogativas e negativas
        Combinar as formas gramaticais e os significados para comunicar diferentes tipos de textos unificados em diferentes gêneros
        Conhecer léxico pertencente a campos semânticos diferentes
        Aplicar a forma imperativa reconhecendo as diferenças entre as possíveis manifestações
Compreender os aspectos fonéticos-fonológicos da língua-alvo
TS
TS
TS
C
        Reconhecer que a língua não é uniforme e que não existe uma única forma de falar o espanhol que possa ser considerada correta
        Conhecer as características dos sons vocálicos, consonantais e semivocálicos da língua-alvo
        Utilizar de forma apropriada e progressiva a entoação, pausas e acentuação
        Reconhecer a sílaba tônica das palavras




Produzir textos
I
TS
TS
C
        Utilizar a ordenação adequada de palavras na sentença
        Utilizar os elementos intrínsecos à estruturação textual: conectivos, ordenação frasal, coesão, coerência e vocabulário adequado ao contexto comunicativo
        Utilizar as estruturas verbais adequadas na produção do texto
        Conhecer as palavras-chave referentes ao assunto que se quer produzir
Aplicar os conhecimentos linguísticos e de mundo na construção dos sentidos do texto oral

I

TS

TS

C
        Utilizar os elementos não verbais como recurso para compreensão do texto oral
        Identificar a intenção comunicativa do enunciador
        Utilizar o texto escrito como recurso para compreensão prévia da enunciação
        Fazer uso dos aspectos sintáticos, morfológicos e léxico semânticos na recepção do texto
        Identificar informações específicas e importantes no momento da interação


Possibilidades Metodológicas do Eixo 1

Dimensões do Conhecimento Linguístico: a Oralidade e a Escrita

No eixo Dimensões do Conhecimento Linguístico: a oralidade e a escrita, o professor poderá promover, de modo coletivo e partilhado, valorizando o conhecimento trazido pelo estudante, a reflexão sobre questões relativas à diversidade linguística e manifestações culturais das línguas estrangeiras ao apresentar, por exemplo, canções que apresentem características dialetais diferentes. Dessa forma, o estudante vai perceber que a língua espanhola não é uma entidade monolítica e uniforme, mas que há uma variedade linguística em vários níveis (fonético, morfológico, sintático e lexical) e que todas as variantes são aceitas e válidas como veículo de comunicação. Sendo assim, sugerimos o gênero canções para trabalhar variantes de alguns países, pois além de possibilitarem um trabalho integrado com as duas habilidades contempladas neste eixo, constituem fonte inesgotável de informações sobre variedade linguística e cultural. Uma possibilidade seria o trabalho com uma das canções abaixo:

          Somos Invencibles - Rock Bones/Argentina
          A Dios le pido - Juanes/Colombia
          Siempre me quedará - Bebe/España/Andalucía

É possível também explorar por meio desse gênero aspectos interdisciplinares: político, cultural e geográfico. O professor pode fornecer ou solicitar que os estudantes pesquisem sobre o intérprete, país de origem, contexto histórico e sobre o tema explorado na canção. Outra possibilidade seria a utilização de outros gêneros textuais como filmes que possibilitem ao estudante a construção de conhecimentos na língua estrangeira e o desenvolvimento de habilidades que despertem a consciência crítica e reflexiva sobre a  sua
visão de mundo e a do outro.
Os aspectos morfológicos, sintáticos, léxicos e semânticos da língua podem ser utilizados como subsídios para uma maior compreensão e produção dos textos orais e  escritos.




Eixo 2 - Dimenção Social e Interativa do Conhecimento: a Leitura e a Inclusão Digital



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Participar no processo de recepção de textos por meio da leitura como forma de obter informação e  torná-la prazerosa

I

TS

TS

C
        Manifestar o interesse na leitura de textos de gêneros variados
        Demonstrar preferências com relação a gêneros textuais adequados à sua faixa etária
        Perceber a leitura como um meio de acesso a bens culturais da humanidade, construídos em países da língua-alvo
        Utilizar a leitura na língua-alvo para conexão com a comunidade global
Estabelecer a compreensão geral de diferentes gêneros textuais
I
TS
TS
TS/C
        Reconhecer os gêneros textuais
        Distinguir as funções sociais dos gêneros textuais
        Utilizar marcas linguísticas e gráficas de conexão textual em um texto
        Identificar os traços de formalidade e informalidade em textos de gêneros diferentes
        Reconhecer mecanismos de coesão verbal e nominal em um texto
Compreender a estrutura de gêneros textuais diferentes
I
TS
TS
C
        Reconhecer a estruturação de textos em parágrafos
        Identificar os tópicos frasais em parágrafos
        Reconhecer dicas textuais que permitam a dedução de sentidos
        Identificar informações essenciais a partir da estruturação do texto
        Selecionar informações importantes com base em recursos tipográficos
Estabelecer a compreensão detalhada de gêneros textuais diferentes
I
TS
TS
C
        Reconhecer a estruturação dos parágrafos e a relação dos tópicos frasais e as sentenças de apoio
        Utilizar o dicionário para identificar o significado de palavras desconhecidas
        Identificar os pontos principais do texto
        Identificar os detalhes importantes que sustentam os pontos principais
        Reconhecer a função dos parágrafos introdutórios, de desenvolvimento e conclusivo
Contextualizar e avaliar os conhecimentos em novas situações do processo de leitura

I

TS

TS

C
        Identificar as intenções do autor e os sentidos implícitos
        Relacionar o conteúdo do texto à sua realidade
        Conhecer a visão de mundo da cultura-alvo através de informações contidas no texto
        Perceber a validade e a confiabilidade dos conhecimentos presentes no texto
Pesquisar em fontes diversas e ser capaz de selecionar a informação desejada na língua alvo

I

TS

TS

C
        Usar o dicionário virtual como instrumento para desenvolvimento do repertório vocabular
        Escolher o sentido mais adequado ao contexto entre as diferentes acepções apresentadas no dicionário
        Fazer uso de meios eletrônicos disponíveis que possibilitem a aquisição e o uso de novas aprendizagens na língua-alvo
        Usar as ferramentas de busca com palavras-chave
        Posicionar-se de maneira crítica e reflexiva na busca do conhecimento




Possibilidades Metodológicas do Eixo 2


Dimensão Social Interativa do Conhecimento: a Leitura e a Inclusão Digital

Neste eixo objetiva-se o desenvolvimento de estratégias que permitam que o estudante possa compreender a informação contida nos diversos gêneros apresentados pelo professor. Sugere-se, como estratégia metodológica, utilizar atividades de análise e (re) construção dos sentidos de diferentes gêneros textuais. A primeira requer que o leitor analise as possibilidades que o texto oferece para sua compreensão; a segunda que o leitor transforme, de alguma maneira, a informação no texto. Por exemplo, solicitar ao estudante que complete o texto reconstruindo significado; localizar e categorizar a informação do texto; apagar palavras e frases do texto para serem completadas pelo estudante; localizar ou sublinhar partes do texto que representam significados ou informações a serem pesquisados no texto; classificar partes do texto que representam determinadas categorias e classificar partes do texto com rótulos fornecidos pelo professor. Importante mencionar que o professor deve selecionar gêneros que despertem no estudante o interesse pela leitura (tirinhas, charges, blogs, anúncios, letras de canções, contos etc.)
As possibilidades de aprendizagem permeiam a leitura em bibliotecas virtuais, leitura e escuta de música, acesso a imagens de todos os tipos, linguagens digitais, obter informações em comunidades virtuais, compra, pesquisa, leitura por meio de recursos autênticos sobre a cultura alvo, confrontando-a com a cultura materna, não deixando de mencionar a possibilidade de interação com falantes nativos a distância, atendendo suas necessidades de aprendizagem no ciberespaço.




6.1.3  Arte


Apresentesíntesedepropostacurriculardeensinode Arte(artesvisuais, dança, músicaeteatro) para o 6º ao 9º ano também foi elaborada de acordo com os PCNs, respeitando as características e a realidade educacional local.
A Arte faz-se presente em toda a história da humanidade, revelando-a de forma singular, a partir da produção do artista, independentemente de fazer parte de um ensino formal ou informal. De acordo com Ferraz e Fusari (1999, p. 16), “a arte se constitui de modos específicos de manifestação da atividade criativa dos seres humanos ao interagirem com o mundo em que vivem, ao se conhecerem e ao conhecê-lo”.
A educação  em  Arte,  por  sua  vez,  favorece  desenvolvimento  do  pensamento  artístico e da percepção estética, bem como a construção de uma poética pessoal que contribui com o desenvolvimento da criatividade do ser humano, independentemente de sua faixa etária.
A área de conhecimento ARTE é ampla e articula, para fins de estudo, quatro linguagens específicas: artes visuais, dança, música e teatro que, entrelaçadas, constituem-se a multiplicidade de expressões inerente ao ensino de Artes na escola, constituindo-se objeto de estudo desta área toda forma de expressão que, em um dado espaço e tempo, utilize as diversas linguagens artísticas para manifestar-se.
Dessa forma, como conceitos-chave para o trabalho pedagógico com Arte, definimos: cultura, pensamento estético, reflexão, arte como produção cultural, capacidade criadora e autoexpressão. Desenvolver um trabalho de qualidade com Arte implica, pois, a necessidade de um(a) professor(a) especialista e condições mínimas de infraestrutura para que o seu ensino seja significativo.
A escola precisa abrir espaços para atividades artísticas em outros momentos curriculares, orientadas por professores e profissionais especialistas, dentro de suas possibilidades. Nesta proposta, estes são os princípios constituintes: compreensão da Arte e de suas formas de expressão como produção social, histórica e cultural; diálogo com a diversidade  de  culturas, etnias, religiões, saberes informais e, também, com toda a inserção de artefatos de consumo e produções midiáticas que atravessam as subjetividades contemporâneas; respeito à diversidade e especificidade das linguagens artísticas; inserção do ensino da arte no cotidiano escolar com vistas ao desenvolvimento integral dos jovens.
O percurso curricular que ora se apresenta organiza-se a partir de três eixos: produzir, contextualizar e apreciar. O eixo da produção é concretizado a partir do “fazer artístico” que implica a expressão, construção e representação, permitindo que o(a) estudante mergulhe, exercite e explore diversas formas de expressão, construindo seu percurso de criação artística.
Acontextualização, quesearticulaàreflexão, éexercitadapormeiododiálogocomainformação artística, relacionando-se à pesquisa. Este eixo abrange a própria atuação do(a) estudante e a sua vivência cultural e permite a compreensão do próprio trabalho artístico, dos colegas e da arte como produto social e histórico. Por sua vez, a apreciação, que, na linguagem dos PCN (1998), traduz-se como fruição, significa o exercício da leitura, da apreciação com criticidade, referindo-se à recepção, percepção, decodificação, interpretação, fruição da arte e do universo a ela relacionado. No documento ora apresentado, a construção de conhecimentos que fazem parte da vida humana motivou a estruturação das competências e habilidades próprias à área e suas diversas linguagens. Distribuir os conteúdos e competências a partir de unidades conceituais, ultrapassando a ideia de seriação, permite ao(à) professor(a) iniciar o entendimento da arte a partir de qualquer
um dos eixos.
A política de avaliação nesta proposta curricular de Arte é de natureza formativa, objetivando a consolidação de uma rede de saberes durante todo o processo pedagógico e abrangendo as diversas áreas (fatos, conceitos, procedimentos e atitudes), de modo integrado.




Eixo 1 - Conhecimento Artístico: Contextualização e Reflexão



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Contextualizar historicamente as obras de arte visuais/dança/música/teatro
I
TS
TS
C
        Conhecer diversas formas de expressão da arte
        Analisar o significado sociocultural da produção artística
        Contextualizar a produção artística no processo de construção da identidade coletiva e da memória cultural
        Analisar, refletir e compreender os diferentes processos de Arte, com seus diferentes instrumentos de ordem material e ideal, como manifestações socioculturais e históricas
        Conhecer, analisar, refletir e compreender critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico, sociológico, antropológico, semiótico, científico e tecnológico, entre outros no conhecimento da produção artística
Estabelecer relações entre análise formal, contextualização, pensamento
artístico e identidade cultural nas obras de arte visuais/dança/música/teatro

I

TS

TS

C
        Identificar os elementos estruturais das obras de arte visuais/dança/música/teatro
        Reconhecer os elementos de composição das obras de arte visuais/dança/música/teatro
        Conhecer as características fundamentais das artes visuais/dança/música/teatro
        Identificar e conceituar os termos específicos das artes visuais/dança/música/teatro
        Usar vocabulário apropriado para discorrer sobre essas relações


Possibilidades Metodológicas do Eixo 1 Conhecimento Artístico: Contextualização e Reflexão
No âmbito da contextualização e reflexão, tendo em vista as competências  estabelecidas
para cada linguagem, propomos como possibilidades metodológicas a construção de portfólio. Nesta proposição, há que se empreender em selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representadas de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.
Também que se considerar que as linguagens, quer sejam artísticas ou não, constituem- se em sistemas simbólicos para o recorte e representação da realidade. Ainda como estratégia metodológica, sugerimos, além das aulas expositivas dialogadas, visitas ao teatro e ao museu e demais espaços coletivos/culturalmente consolidados, a fim de ampliar o universo cultural dos estudantes.




Eixo 2 - Conhecimento Artístico: Produção



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, na linguagem da arte visual

I

TS

TS

C
        Expressar-se por meio de obras artísticas bidimensionais
        Expressar-se por meio de obras artísticas tridimensionais
        Utilizar os elementos básicos das expressões artísticas, procedimentos e técnicas na criação em arte, expressando emoções, sentimentos e ideias
Elaboração de peças/Produção de dança
I
TS
TS
C
        Improvisação coreográfica Criar e realizar coreografias por meio de movimentos corporais expressivos
        Interpretação de coreografias Identificar e interpretar sequências coreográficas
Realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, na linguagem da música
I
TS
TS
C
        Improvisação e criação musical com voz e/ou instrumentos musicais - Conhecer a diversidade da expressão do repertório musical local, regional, nacional e internacional
        Participar de conjuntos musicais, respeitando a individualidade e a capacidade de cada componente do grupo
        Identificar e argumentar criticamente sobre criações musicais, respeitando valores de diferentes pessoas e grupos
        Produzir, com liberdade e originalidade, um discurso musical, utilizando-se de conhecimentos melódicos, harmônicos, rítmicos e formais em diferentes graus de complexidade
        Interpretação musical com voz e/ou instrumentos musicais Interpretar repertórios musicais individualmente ou em grupo
Realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, na linguagem do teatro
I
TS
TS
C
        Improvisação e criação de personagens Criar e realizar, por meio de movimentos, gestos e voz, personagens em peças teatrais
        Interpretação teatral - Ser capaz de participar de grupos teatrais, respeitando as individualidades e capacidades
        Identificar e argumentar criticamente sobre criações musicais, respeitando valores de diferentes pessoas e grupos
        Produzir, com liberdade e originalidade, um discurso musical, utilizando-se de conhecimentos melódicos, harmônicos, rítmicos e formais em diferentes graus de complexidade





Possibilidades Metodológicas do Eixo 2 Conhecimento  Artístico: Produção
Sugerem-se as seguintes possibilidades metodológicas no âmbito deste eixo: construção
de cenas e roteiros que contenham enredo, história, conflitos dramáticos, personagens, diálogo e ação. Além disso, criação de movimentos corporais e vocais individuais, de acordo com escolhas pessoais, respeitando e compreendendo seus limites, possibilidades físicas, emocionais e intelectuais.
O exercício de criação e análise de diferentes ações dramáticas, musicais, de dança e artes visuais favorece o conhecimento e exploração das capacidades do corpo e da voz, bem como a construção de personagens e elementos inerentes à cena teatral de acordo com o roteiro ou texto.




O despertar para a percepção sonora e a sensibilidade estética pode ser concretizado por intermédio da pesquisa de sons em diferentes fontes sonoras, seus registros e utilizações. Pode-se promover ainda: a comparação de músicas de culturas brasileiras e estrangeiras, observando e analisando características (melódicas, rítmicas, instrumentais, vocais, harmônicas, interpretativas etc.); a percepção auditiva dos encadeamentos harmônicos em peças musicais; a experimentação de possibilidades de sons corporais e vocais, e sua organização no processo criativo; a criação de objetos bi e tridimensionais, que permitem uma experiência sensória sobre o objeto no espaço (forma, volume, cor, posição etc.); a articulação da produção no campo das Artes Visuais com a produção no campo das demais linguagens, que favorece a percepção da integração existente entre as diversas linguagens artísticas.


Eixo 3 - Conhecimento Artístico: Apreciação/Fruição


COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Analisar criticamente obras de artes visuais, música, dança e teatro das culturas pré-históricas/pré-colombianas/barroca (diferentes culturas)

I/TS

C


        Apreciar produtos de arte, em suas várias linguagens, desenvolvendo tanto a fruição quanto a análise estética
        Usar vocabulário apropriado para a análise de obras de arte nos movimentos referidos
        Identificar as características das obras de arte produzidas nos referidos movimentos/momentos históricos
Analisar, criticamente, obras de artes visuais, música, dança e teatro dos movimentos Rococó/Neoclássico/Romantismo/Retratos Sociais


I/TS

C

        Apreciar produtos de arte, em suas várias linguagens, desenvolvendo tanto a fruição quanto a análise estética
        Usar vocabulário apropriado para a análise de obras de arte nos movimentos referidos
        Identificar as características das obras de arte produzidas nos referidos movimentos/momentos históricos
Analisar, criticamente, obras de artes visuais, música, dança e teatro dos movimentos Art Nouveau/Fauvismo/Expressionismo/Cubismo



I/TS

C
        Apreciar produtos de arte, em suas várias linguagens, desenvolvendo tanto a fruição quanto a análise estética
        Usar vocabulário apropriado para a análise de obras de arte nos movimentos referidos
        Identificar as características das obras de artes produzidas nos referidos movimentos/momentos históricos
Analisar, criticamente, obras de artes visuais, música, dança e teatro dos movimentos Abstracionismo/Modernismo/Semana de Arte Moderna/ Futurismo/Surrealismo/Pop Art/Arte Contemporânea




I/TS/C
        Apreciar produtos de arte, em suas várias linguagens, desenvolvendo tanto a fruição quanto a análise estética
        Usar vocabulário apropriado para a análise de obras de artes nos movimentos referidos
        Identificar as características das obras de arte produzidas nos referidos movimentos/momentos históricos




Possibilidades Metodológicas do Eixo 3 Conhecimento  Artístico: Apreciação/Fruição
A apreciação/fruição caracteriza-se como o momento em que os estudantes  mergulham
no mais íntimo da produção, desenvolvendo uma postura contemplativa e aprofundada do fenômeno em si. A audição ativa de músicas de diversas épocas, gêneros e estilos desperta- os para o conhecimento e a apreciação das produções musicais de diferentes grupos sociais e períodos históricos, o que permite a identificação, o reconhecimento e a elaboração de melodias em diferentes tonalidades e amplia o universo musical do estudante.
A execução de ritmos tradicionais diversos e criados pelo grupo, quando vinculados à apresentação de imagem estática e/ou em movimento, por meio de vídeos, fotos, textos, revistas etc., para identificação de posicionamento e locomoção no espaço cênico, projeção da voz, cenário, figurino e adereços favorecem pensar as linguagens de forma integrada.
E, no processo de despertamento da apreciação/fruição, que se incluir a visita a museus e a exposições (presencias ou virtuais), além da audiência de peças teatrais, espetáculos     de música e dança. Com isto, acredita-se estimular a construção de conhecimento sobre o trabalho artístico quer pessoal, ou de outros, compreendendo-o como fruto historicizado da multiplicidade de culturas humanas.




6.1.4  Educação Física


A Educação Física escolar constitui-se um componente curricular obrigatório da educação básica, integrada à proposta pedagógica da escola (BRASIL, 2003). No ensino fundamental do 6º ao 9º ano, tratará da cultura corporal, sistematicamente de forma a elevar o padrão cultural dos estudantes no que diz respeito a este componente curricular e sua prática em diferentes âmbitos da vida escolar e extraescolar.
O conceito de cultura corporal começa a ser usado em meados da década de 1980, em um contexto nacional de abertura política específica de crítica à esportivização da Educação Física brasileira, sob forte influência de intercâmbios entre Brasil e Alemanha (TAFFAREL; ESCOBAR, 1987; CASTELLANI FILHO, 1988; SOARES, 1996; ALMEIDA, 1997). Desta forma, a
Educação Física é a “matéria escolar que trata, pedagogicamente, temas da cultura corporal, ou seja, os jogos, a ginástica, as lutas, as acrobacias, a mímica, o esporte e outros” (SOARES et al, 1992, p. 18).
A organização do trabalho pedagógico está formatado em 6 eixos que será desenvolvido do 6º ao 9º ano, com temáticas trabalhadas sistematicamente e consolidadas ao longo dos anos finais do ensino fundamental. Tem como objetivo avaliar sistematicamente os saltos qualitativos nas competências, habilidades e valores dos estudantes em relação à cultura corporal. Para tanto, são necessários conteúdos estruturantes desta, ou seja, conhecimentos reconhecidos no campo da cultura corporal a serem rigorosamente tratados no trabalho pedagógico socialmente útil realizado na escola e seu  entorno.
Os seis (6) eixos do trabalho pedagógico, abaixo relacionados, estão organizados por  ano, pois   deverão ser trabalhados no ensino fundamental, seguindo e ampliando o grau   de complexidade, em observância e consonância com a proposta pedagógica da unidade escolar.

Eixo 1 - Jogo, Ludicidade e Desenvolvimento Humano Eixo 2 - Ginástica, Saúde e Estética
Eixo 3 - Lutas, Histórias, Autocontrole e Respeito ao Próximo Eixo 4 - Capoeira, História e Cultura
Eixo 5 - Esporte, Cultura e Cidadania
Eixo 6 - Dança, Expressão Corporal e Arte

A avaliação deverá ser de natureza diagnóstica, processual e formativa, cuja vivência seja marcada pela lógica da inclusão, do diálogo, da construção da autonomia, da mediação, da participação, da construção da responsabilidade com o coletivo, objetivando a consolidação de uma rede de saberes durante todo o processo pedagógico e abrangendo as diversas áreas. Todos deverão demonstrar competências globais, habilidades, conhecimentos e atitudes em relação aos eixos de trabalho propostos para o ensino fundamental do 6º ao 9º ano, elevando o padrão cultural e esportivo dos estudantes  baianos.




Eixo 1 - Jogo, Ludicidade e Desenvolvimento Humano



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Compreender e elaborar uma síntese superior dos diferentes jogos construídos socialmente pela humanidade a partir de bases históricas, sociológicas, antropológicas, científica e tecnológica

I

TS

TS

C
        Resgatar e ampliar os conhecimentos e os referenciais sobre os jogos das varias categorias: em família, populares, circenses, de salão, de tabuleiro, de diversidade étnica (indígenas e quilombolas) e do campo
        Comparar criticamente os jogos e brincadeiras populares da atualidade com os jogos e brincadeiras antigos
        Conhecer, analisar, refletir, compreender e contextualizar o significado social dos jogos
        Demonstrar autonomia e auto-organização a partir das vivências com os jogos
        Refletir e recriar/adaptar as regras utilizadas nos jogos e brincadeiras a partir das necessidades do coletivo



Possibilidades Metodológicas do Eixo 1 Jogo, Ludicidade e Desenvolvimento Humano
O jogo é fundamental na esfera do desenvolvimento psíquico, das motivações e das necessidades, tendo relação com a evolução da conduta humana.
Num programa de jogos para as diversas séries, é importante que seus conteúdos
sejam selecionados, considerando a memória lúdica da comunidade em que o estudante vive e oferecendo-lhe, ainda, o conhecimento dos jogos das diversas regiões brasileiras e de outros países.

O conteúdo desses jogos deve implicar:

      o desenvolvimento da capacidade de organizar os próprios jogos e decidir suas regras, entendendo-as e aceitando-as como exigências do coletivo;
      a organização técnico-tática e o julgamento de valores na arbitragem dos mesmos;
      a necessidade do treinamento e da avaliação individual e do grupo para jogar bem tanto técnica quanto taticamente.




Eixo 2 - Ginástica, Saúde e Estética



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Refletir, reconhecer e elaborar novos conceitos, valores, hábitos, atitudes no processo formativo da sua corporalidade

I

TS

TS

C
        Reconhecer e ampliar os conhecimentos das diversas categorias da ginástica: geral, circense, artística, rítmicas e ginásticas que incorporam elementos da cultura oriental
        Reconhecer e realizar os fundamentos básicos das ginásticas: saltar, equilibrar, rolar/girar, trepar, balançar/embalar
        Conhecer e analisar e argumentar acerca da relação estética corpo, mídia e sociedade
        Reconhecer o conceito ampliado e atualizado de saúde e suas referências para hábitos e atitudes de vida
        Identificar e refletir sobre o sexismo na cultura corporal e construir estratégias de combate à discriminação e ao preconceito
        Realizar movimentos ginásticos e reconhecer as sensações afetivas e/ou sinestésicas como prazer, medo, tensão, desagrado, enrijecimento, relaxamento, no processo de autoconhecimento a sua corporalidade


Possibilidades Metodológicas do Eixo 2 Ginástica, Saúde e Estética
Um dos significados da prática da ginástica está relacionada à saúde não no seu   sentido
restrito referindo-se à doença, mas no seu complexo e ampliado sentido de vida. As possibilidades metodológicas, no âmbito deste eixo, podem ser destacadas como: formas técnicas de diversas ginásticas (arística ou olímpica, rítmica, desportiva, aeróbica etc.); projetos individuais e coletivos de prática/exibições na escola e na comunidade; programas de formas ginásticas, tecnicamente aprimoradas, considerando os objetivos e interesses dos próprios estudantes; formação de grupos ginásticos que pratiquem e façam exibições dentro da escola e fora dela, envolvendo a comunidade.


Eixo 3 - Lutas, Histórias, Autocontrole e Respeito ao Próximo



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Compreender e elaborar uma síntese superior das diferentes formas de lutas e seus contextos históricos

I

TS

TS

C
        Reconhecer e ampliar os conhecimentos sobre as diversas modalidades de lutas, tais como: judô, karatê e outras
        Conhecer as origens, contextos e significados históricos e sociais das lutas
        Identificar, refletir e argumentar sobre o sexismo e a homofobia nas lutas e construir estratégias de combate à discriminação e ao preconceito
        Identificar e realizar os fundamentos de diferentes formas de lutas
        Reconhecer e executar as técnicas e táticas das diferentes modalidades de lutas




Possibilidades Metodológicas do Eixo 3 Lutas, História, Autocontrole e Respeito ao Próximo
As lutas representam atividades historicamente formadas e culturalmente desenvolvidas
de se exercitar para fins de defesa pessoal, lúdicos e estéticos. Assim sugerem-se formas    de lutas que ampliem as possibilidades de compreensão sobre a origem, as bases e fundamentos de diferentes formas de lutas, como por exemplo: as lutas clássicas de cada região do planeta – África, Ásia, Europa, Continente Americano; as técnicas e táticas das diferentes modalidades de lutas como judô, karatê, e outras.


Eixo 4 - Capoeira, História e Cultura



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Compreender e refletir a capoeira como patrimônio imaterial, que constitui a cultura e história afro-brasileira

I

TS

TS

C
        Conhecer as origens, contextos e significado histórico-social da capoeira no Brasil e na Bahia e seu papel na luta e resistência dos povos negros
        Compreender a capoeira como jogo e dança e seu significado como patrimônio imaterial
        Compreender a relevância da ritualidade e ancestralidade da roda de capoeira
        Identificar e compreender a musicalidades da capoeira instrumentos, cânticos e ladainhas
        Identificar e compreender a relevância social dos grandes mestres da capoeira, com ênfase na Bahia
        Identificar e realizar os fundamentos básicos da capoeira


Possibilidades Metodológicas do Eixo 4 Capoeira, História e Cultura
A capoeira, uma das expressões mais significativas da cultura afro-brasileira,    recebeu
recentemente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o título de Patrimônio Cultural do Brasil, pelo seu valor como símbolo de resistência de uma cultura negada, durante séculos, em nosso país. A mesma tem uma ligação muito íntima com todo o processo civilizatório brasileiro, sobretudo no que diz respeito à construção de nossa identidade cultural.
A prática da capoeira possibilita ampliar as referências sobre suas origens, bases, fundamentos e finalidades como jogo, dança e patrimônio imaterial da humanidade. Portanto, a inclusão da capoeira como prática educativa na rede pública de ensino é fruto do processo de escolarização da mesma, cujo contexto histórico se percebe desde o final da década de setenta. Propomos uma visão mais alargada sobre as possibilidades de sua prática pedagógica.
Isso contempla o trato com a capoeira de maneira contextualizada, não pela Educação Física, mas também por outras áreas do conhecimento, como a História, Sociologia, Geografia, Arte, Língua Portuguesa entre outras, numa perspectiva transversal e interdisciplinar, ampliando, dessa forma, a visão do significado histórico-social dessa manifestação.




Ressaltamos, ainda, a vinculação da capoeira com os princípios e eixos da proposta pedagógica do Programa Todos pela Escola e as Diretrizes Curriculares Nacionais para as Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana,  que consideram a cultura como a grande matriz do conhecimento, assegurando o trato     e o respeito à diversidade étnico-racial e cultural, consoante a Lei nº. 11.645, de 10 de março de 2008, alterando a “Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.


Eixo 5 - Esporte, Competição e Cidadania



COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Constatar, explicar, avançar e propor novas sínteses sobre o elemento da cultura corporal esporte construído historicamente pela humanidade

I

TS

TS

C
        Reconhecer, vivenciar e ampliar os conhecimentos sobre as diversas modalidades esportivas e de esportes tradicionais de diferentes origens étnicas e territoriais
        Identificar e realizar os fundamentos básicos de diversas modalidades esportivas
        Reconhecer e executar técnicas e táticas de diferentes modalidades esportivas
        Refletir e argumentar sobre os mitos dos esportes: saúde, ascensão social, antidrogas...
        Reconhecer, refletir e argumentar sobre a relação esporte,  mídia e sociedade
        Reconhecer, refletir e argumentar sobre ESPORTE COMPETIÇÃO X ESPORTE ESCOLAR
        Identificar, refletir e argumentar sobre as contribuições dos avanços tecnológicos no esporte
        Ampliar referenciais sobre o esporte contemporâneo e suas práticas no âmbito educacional



Possibilidades Metodológicas do Eixo 5 Esporte, Competição e Cidadania
Deverão  ser  abordados  e  cultivados  a  ampliação  de  referências  sobre  o  esporte
contemporâneo e suas práticas no âmbito educacional, de lazer, de treino competitivo de alto rendimento e de espetáculo; esportes tradicionais das comunidades de diferentes origens étnicas e territoriais, esportes de quadra, de campo, individuais, coletivos, de espetáculos,   e olímpico, paraolímpicos, popular, e outros. Por exemplo – futebol de campo, futsal, de praia; futevôlei, voleibol, basquete, handebol, saltos em distância, altura e triplo, triatlon, arremessos, lançamentos, disco, peso, dardo, pelotas, peteca, baleado, etc.




Eixo 6 - Dança, Expressão Corporal e Arte


COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
Conhecer e compreender a dança como expressão cultural e artística
I
TS
TS
C
        Reconhecer, vivenciar e ampliar os conhecimentos sobre os diversos tipos de danças, danças tradicionais, de diferentes origens, étnicas e territoriais
        Conhecer as origens, contextos e significado histórico-social da dança nas diversas regiões do Brasil
        Compreender e identificar as múltiplas expressões corporais, rítmicas, artísticas de diferentes culturas, épocas, regiões e origens
        Identificar e interpretar sequências coreográficas dos diversos tipos de danças
        Criar e realizar coreografias por meio de movimentos corporais expressivos


Possibilidades Metodológicas do Eixo 6 Dança, Expressão Corporal e Arte
A dança é uma expressão representativa de diversos aspectos da vida do ser humano e
pode ser considerada como linguagem social que permite a transmissão de sentimentos, emoções da afetividade vivida nas esferas da religiosidade, do trabalho, dos costumes, hábitos, da saúde, da guerra etc.
Para o ensino da dança, sejam elas folclóricas, populares, clássicas, de salão, de rua,  criativas, livre, do ventre, regionais, nacionais, internacionais, há que se considerar que o seu aspecto expressivo se confronta, necessariamente, com a formalidade da técnica para sua execução, o que pode vir, muitas vezes, a esvaziar o aspecto verdadeiramente expressivo. Nesse sentido, deve-se entender que a dança como arte não é uma transposição da vida, senão sua representação estilizada e simbólica. Mas, como arte, deve encontrar os seus fundamentos na própria vida, concretizando-se numa expressão dela e não numa produção acrobática. Na dança, são determinantes as possibilidades expressivas de cada estudante, o que exige habilidades corporais que, necessariamente, se obtêm com o treinamento. Em certo sentido, esse é o aspecto mais complexo do ensino da dança na escola: a decisão de ensinar gestos e movimentos técnicos, prejudicando a expressão espontânea, ou de imprimir, no estudante, um determinado pensamento/sentido/intuitivo da dança para favorecer o surgimento da expressão espontânea, abandonando a formação técnica necessária à expressão certa.
O recomendável é a escolha de uma disponibilidade corporal, no sentido da apreensão de variadas habilidades de execução/expressão de diferentes tipos de danças, inicialmente, sem ênfase nas técnicas formais, para permitir a expressão desejada sem deturpar o verdadeiro sentido nelas implícito. O desenvolvimento da técnica formal deve ocorrer paralelo ao desenvolvimento do pensamento abstrato, pois este permite a compreensão clara do significado da dança e da exigência expressiva nela contida. Isso é válido se considerarmos que a técnica não pode separar-se das motivações psicológicas, ideológicas, sociais do executante, da simbologia que produz, da utilização que faz das suas possibilidades corporais e da consciência que tem dos “outros” a quem comunica.
É necessário, todavia, considerar que algumas formas de dança utilizam símbolos próprios das culturas a que pertencem, o que as tornam de difícil compreensão e interpretação. Portanto, é recomendável uma abordagem de totalidade na qual as diferentes disciplinas podem contribuir a partir dos diferentes campos de conhecimento. Assim, assegura-se aos estudantes a possibilidade de reconhecimento e compreensão do universo simbólico que a dan

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